O setor sucroenergético vive uma nova revolução com a produção de biometano, apontado como combustível do futuro e aliado da descarbonização. Se antes as usinas direcionavam os esforços para a cogeração de energia a partir do bagaço da cana, agora o ciclo da economia circular ganha um elo a mais: o processo de biodigestão. Nele, resíduos como vinhaça e torta de filtro, que tradicionalmente retornariam ao solo como fertilizantes, passam antes pela transformação em biometano, ampliando a sustentabilidade do setor.
Duas usinas do ecossistema Copersucar já operam em escala nesse modelo. A pioneira foi a Cocal de Narandiba, no oeste paulista, que inaugurou em 2021 sua primeira planta dedicada ao biometano, com investimento de R$ 150 milhões. Agora, neste sábado (27), é a vez de Paraguaçu Paulista receber a segunda unidade, fruto de aporte de R$ 216 milhões e com capacidade para produzir até 60 mil metros cúbicos de biometano por dia durante a safra. A novidade é o uso ampliado de matérias-primas, incluindo palha, bagaço da cana e até resíduos urbanos.

A produção vai além do fornecimento às indústrias da região, já que parte do biometano é consumida pela própria frota da Cocal, substituindo motores a diesel por modelos movidos 100% pelo combustível renovável. Caminhões, automóveis e motobombas já operam nesse padrão, reduzindo drasticamente a emissão de poluentes. A inauguração deverá contar com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e do prefeito de Paraguaçu Paulista, Antian Sasada, reforçando a relevância do investimento para a economia local e para a transição energética no Estado.
Imagem: Cocal
